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Condições Climatéricas para a semana (09 a 16 Janeiro 2017) no Arquipélago de Cabo Verde.

Climatic Conditions for the week (09 to 16 January 2017) in the Archipelago of Cape Verde.

 

Fenómeno Mandinga no Carnaval Mindelense - Crítica social e afirmação identitária

 
Carnaval - Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. – cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.
Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C - É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média
O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". O período do Carnaval caracterizava-se por uma concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.
O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo.

O Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio, Mindelo.
Rodrigues afirma que a “Tradição carnavalesca cabo-verdiana não é recente, mas um pouco antiga. A festa, como se realiza na ilha, é um produto essencialmente urbano com as suas raízes nos subúrbios do Mindelo. Tem a sua origem no Entrudo português”(Rodrigues, 2011)

Carnaval – Festa
A festa consiste no rompimento com as preocupações da existência quotidiana, é um outro mundo, onde o indivíduo se sente amparado e transformado por forças que o ultrapassam. No quotidiano o indivíduo dedica atenção, paciência e habilidade às tarefas de satisfação às necessidades imediatas. Enquanto a festa figura para ele, para sua memória e para seu o seu desejo, o tempo das emoções intensas e da metamorfose do ser.

Carnaval – Ritual
Qualquer tipo de ritual utiliza uma linguagem, verbal e/ou não-verbal, condensada e repetitiva, diminuindo assim a ambiguidade da mensagem. O ritual sempre diz alguma coisa sobre algo que não é o próprio ritual. Ou seja: o ritual, por si só não é suficiente para a apreensão do sentido. (Leach, 1972).

Mandinga, fantasia que revela inversão de papéis.
Às vezes basta pintar a cara, ter a maquilhagem mais exagerada de maneira a “parecer outra pessoa, bem arranjada com gosto”, para se sentir dentro da festa. (abandona-se o eu-isolado e para só contar o eu-colectivo irresponsável, integrativo) (Rodrigues, 2011).
A fantasia revela então, outra face do indivíduo:
[...] fantasia carnavalesca, revela muito mais do que oculta, já que uma fantasia, representando um desejo escondido, faz uma síntese entre o fantasiado, os papéis que representa e os que gostariam de representar. (Da Matta, 1997)

Origem do Fenómeno Mandinga no Carnaval mindelense, contextualização sócio-económica e política
As secas nos anos 20 levam ao aumento da migração das outras ilhas para São Vicente, gente à procura de trabalho que não encontra. Tempo marcado por falta de habitações e habitações precárias e de instabilidade social.
Em 1929 circulou um protesto contra o Governador da Colónia entre alguns professores do Liceu.
Em 24 de Janeiro houve uma manifestação. A tentativa de organização sindical falhou. As autoridades centrais agiram com os seus meios de poder contra a opinião popular.

Apesar de algumas medidas de melhoramento de infraestruturas habitacionais e sanitárias de carácter social, a situação da ilha agrava-se nos anos 30. A crise mundial leva à diminuição do movimento marítimo. O regime fascista de Salazar desenvolveu a repressão contra qualquer forma de oposição. Em 1933 aprovou-se o estatuto da dissolução do Sindicato dos trabalhadores e o código penal de crimes de rebelião.
 
A revolução de Nhô Ambrose – Prova as dificuldades do povo como a grande coragem dos manifestantes.
O país viveu a década de 40 com grandes dificuldades, sofreu durante a guerra o “bloqueio dos aliados”. Atravessou fomes 1941-43 e 1947-48 (mais de 45.000 pessoas morreram à fome.
A Solução para os problemas apontada pelo Governo Português continuava a ser a emigração, que foi facilitada e forçada em alguns casos. 200.000 pessoas emigraram entre 1940-73. Dos emigrantes terão eventualmente regressado metade.
O sector agrícola não foi melhorado e o Porto Grande continuou em Declínio. Diminuição do fornecimento de carvão. Em 1958 as companhias carvoeiras deixam o Porto Grande .
 
É no contexto dos anos 40 que Capote e amigos fundam o grupo Mandinga de São Vicente.
Capote foi uma figura popular, um fura-vidas, frequentava o Cais da Alfandega, Praia de Bote, Bar Boca de Tubarão, Ribeira Bote. Era uma pessoa estimada por todos, homem de mil actividades, buldónhe, estivador, foi emigrante em S.Tomé e Príncipe.
Capote foi um entusiasta de todas as festas populares, destacou-se no carnaval pela sua criatividade na criação da personagem Rei de Mandinga de São Vicente.
 
“Os Mandingas usavam uma coroa de penas, colares ao pescoço, pulseiras, pintavam o corpo de preto e faziam riscas brancas na cara e no peito e a encobrir os olhos traziam óculos de concha de mar, dando um aspecto feroz aos meninos que os seguiam, na mão traziam uma grande lança só para que lhes desse algum dinheiro de Festa de Carnaval."(Ramos, 2003).
 
Mandinga grupo étnico / Origem da Fantasia de Mandinga no Carnaval Mindelense
Os mandingos são um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental, com uma população estimada em 11 milhões.
Os mandingos pertencem ao maior grupo etnolinguístico da África Ocidental - o Mandè - que conta com mais de 20 milhões de pessoas (incluindo os diulas, os bozos e os bambaras).
Originários do actual Mali, os mandingos ganharam a sua independencia de impérios anteriores no século XIII e fundaram um império que se estendeu ao longo da África Ocidental.
 
Através de uma série de conflitos, primeiramente com os fulas (organizados no reino de Fouta Djallon), levaram metade da população mandingo a converter-se do animismo ao islamismo.
Os mandingos vivem principalmente na África Ocidental: Gâmbia, Guiné, Mali, Serra Leoa, Costa do Marfim Senegal, Burquina Faso, Libéria, Guiné-Bissau, Níger, Mauritânia, havendo mesmo algumas comunidades pequenas no Chade, na África Central.
 
Nos séculos XVI, XVII e XVIII cerca de um terço dos mandingas foi levado para os EUA como escravos.
Mandingas no Brasil colonial
Por serem mais instruídos que outros grupos e conhecerem a escrita, os mandingas eram geralmente escolhidos para exercer funções de confiança, dentre elas a de capitão do mato. Costumavam usar turbantes, sob os quais normalmente mantinham seus cabelos espichados.
 
 
Segundo o fotógrafo, Philippe Bordas, os caçadores formam uma espécie de fraternidade maçônica , onde os homens são recrutados por cooptação, sem discriminar de origem ou classe. Eles são a autoridade aldeia ,guardiões da justiça, e da família, mestres do conhecimento, de medicina tradicional, de caça e de magia.
O objectivo dos caçadores do Mali é combater a corrupção e o caos gerado pelo neocolonialismo.
 
Durante o Carnaval, a fantasia de mandinga permite ao indivíduo reinventar por alguns instantes uma identidade de grupo e representar o papel de um guerreiro que conquista o seu território e é liderado por um Rei com o qual se identifica em oposição ao sistema político económico do regime colonial.

As fantasias promovem também, o encontro e confronto dos diferentes grupos sociais através da brincadeira.
Fantasias carnavalescas criam um campo social de encontro, de mediação e de polissemia social, pois, não obstantes as diferenças e incompatibilidades desses papéis representados graficamente pelas vestes, todos estão aqui para ‘brincar’. E brincar significa literalmente ‘colocar brincos’, isto é, unir-se, suspender as fronteiras que individualizam grupos, categorias e pessoas. (Da Matta, 1997).

Segundo Cavalcanti (2011), o carnaval “... não resolve conflitos e desigualdades sociais, mas demontra uma face das coletividades que se ultrapassa a essas diferenças”.
Da Matta afirma que a brincadeira, ou seja o comportamento liberto, suspende temporariamente as “regras de uma hierarquização opressora”.

O “boom”de participantes nos grupos de mandinga actuais é uma característica recente na história desta fantasia e que reflete na ideia identidade de grupo. Os grupos de Mandingas representa um bairro, uma rua ou “que pode funcionar como afirmação ou como imposição de uma identidade” (CUCHE,1999)

Um dos principais problemas de desenvolvimento da ilha de São Vicente consiste na problemática do desemprego dos jovens em idade activa.

Numa festa marcada pelas diferenciação de classes sociais, a adesão à fantasia mandinga passou a envolver todas as camadas sociais.
Tradicionalmente, os quatro domingos que antecedem o carnaval são marcados pelo o desfile dos grupos de mandingas pelas ruas da cidade, acompanhados pelos mirones que observam dançando ao som da batucada e da música dos mandingas.
Actualmente, adesão em massa à fantasia de Mandinga poderá revelar uma necessidade do mindelense de  protestar contra os problemas sócio-económicos vividos na ilha de São Vicente.

Bibliografia

CAVALCANTI, Maria Laura Viveiro de Castro. 2011, As Alegorias no Carnaval Carioca: visualidade espetacular e narrativa ritual. Textos escolhidos de cultura e arte populares, Rio de Janeiro
CUCHE, Denis. Cultura e Identidade. In: A noção de cultura nas ciências sociais. Pg. 175 a 202. 1999
DA MATTA, Roberto. 1997 Carnavais, malandros e heróis: Para uma sociologia do dilema brasileira. Rocco, Rio de Janeiro:
LEACH, Edmund, 1967 O estudo estrutural do mito e do totemismo, Londres
RAMOS, Manuel Nascimento, 2003, Mindelo d’ Outrora, Edição de autor, Mindelo
RODRIGUES, Moacyr, 2011, O Carnaval do Mindelo, Formas de Reinvenção da Festa e da Sociedade, Representações mentais e materiais da cultura mindelense. Edição de Autor, Mindelo

Outros
www.Wikipédia.com
 
 
Mandinga Phenomenon in Mindelense Carnival - Social criticism and identity affirmation

Carnival - Greece in the middle of the years 600 to 520 a.C. - cults of thanks to the gods for the fertility of the soil and for the production.
It happened to be a celebration adopted by the Catholic Church in 590 AD - It is a period of celebrations governed by the lunar year in the Christianity of the Average Age
The Carnival period was marked by "farewell to the meat" or the Latin "carne vale" giving birth to the term "Carnival". The Carnival period was characterized by a concentration of popular festivities. Each city played its own way according to its customs.
The modern Carnival, made up of parades and costumes, is a product of nineteenth-century Victorian society. The city of Paris was the main export model of the carnival party for the world.

Rio de Janeiro created and exported the style of making carnival with parades from samba schools to other cities in the world, such as São Paulo, Tokyo, Mindelo.
Rodrigues affirms that the "Cape Verdean carnival tradition is not recent, but a little old. The party, as it is done on the island, is an essentially urban product with its roots in the suburbs of Mindelo. It has its origin in the Portuguese Entrudo "(Rodrigues, 2011)

Carnival - Party
The feast consists of breaking with the concerns of everyday existence, it is another world where the individual feels supported and transformed by forces that surpass him. In everyday life the individual devotes attention, patience and skill to the tasks of satisfaction to immediate needs. As the celebration figures for him, for his memory and for his his desire, the time of intense emotions and the metamorphosis of being.

Carnival - Ritual
Any type of ritual uses language, verbal and / or non-verbal, condensed and repetitive, thus reducing the ambiguity of the message. The ritual always says something about something that is not the ritual itself. That is to say: the ritual, by itself is not enough for the apprehension of the sense. (Leach, 1972).

Mandinga, fantasy that reveals role reversal.
Sometimes you just have to paint your face, have the makeup more exaggerated so as to "look like another person, well arranged with taste", to feel inside the party. (The isolated self is abandoned and only counts the irresponsible, integrative self-collective) (Rodrigues, 2011).
The fantasy then reveals another face of the individual:
[...] carnival fantasy, reveals much more than hidden, since a fantasy, representing a hidden desire, makes a synthesis between the costumes, the roles they represent and the ones they would like to represent. (Da Matta, 1997)

Origin of the Mandinga Phenomenon in the Mindelian Carnival, socio-economic and political contextualization
Droughts in the 1920s lead to increased migration from other islands to São Vicente, people looking for work they can not find. Time marked by lack of housing and substandard housing and social instability.
In 1929 a protest against the Governor of the Colony circulated among some professors of the Lyceum.
On January 24 there was a demonstration. The attempt at union organization failed. The central authorities acted with their means of power against popular opinion.

Despite some measures to improve housing and sanitary infrastructure of a social nature, the situation of the island worsened in the 1930s. The global crisis leads to a decrease in the maritime movement. Salazar's fascist regime developed repression against any form of opposition. In 1933 was approved the statute of the dissolution of the Union of the workers and the penal code of crimes of rebellion.

Nhô Ambrose's Revolution - Proves the difficulties of the people as the great courage of the demonstrators.
The country lived in the 1940s with great difficulties, suffered during the war the "blockade of the allies". He went through famines 1941-43 and 1947-48 (more than 45,000 people died of starvation.
The solution to the problems pointed out by the Portuguese Government continued to be emigration, which was facilitated and forced in some cases. 200,000 people emigrated between 1940-73. Of the emigrants they will have returned half.
The agricultural sector was not improved and Porto Grande continued in decline. Decreased supply of coal. In 1958, the charcoal companies left Porto Grande.

It is in the context of the 1940s that Capote and friends founded the Mandinga de São Vicente group.
Capote was a popular figure, a fura-vidas, frequented the Cais da Alfandega, Praia de Bote, Bar Boca de Tubarão, Ribeira Bote. He was an esteemed person, a man of a thousand activities, a bulldog, a stevedore, an emigrant in St. Thomas and Prince.
Capote was an enthusiast of all the popular festivals, stood out in the carnival by his creativity in the creation of the character King of Mandinga of São Vicente.
 
Giving a ferocious look to the boys who followed them, in their hand they brought a great lance just so that he could give them some money from the Carnival Party. "(Ramos, 2003).

Mandinga ethnic group / Origins of the Mandinga Fantasy in the Mindelense Carnival
The Mandingos are one of the largest ethnic groups in West Africa, with an estimated population of 11 million.
Mandingos belong to the largest ethnolinguistic group in West Africa - Mandè - which has more than 20 million people (including diets, bozos and bambaras).
Originating from present-day Mali, the Mandinga gained their independence from previous empires in the thirteenth century and founded an empire that stretched across West Africa.

Through a series of conflicts, first with the fulas (organized in the kingdom of Fouta Djallon), they took half of the Mandinga population to convert from the animism to the Islamism.
The Mandingos live mainly in West Africa: Gambia, Guinea, Mali, Sierra Leone, Ivory Coast Senegal, Burkina Faso, Liberia, Guinea Bissau, Niger, Mauritania, with some small communities in Chad, Central Africa.

In the sixteenth, seventeenth and eighteenth centuries about one-third of the Mandingas were taken to the US as slaves.
Mandingas in colonial Brazil
Because they were better educated than other groups and knew the writing, the Mandingas were generally chosen to perform functions of trust, among them the captain of the bush. They used to wear turbans, under which they would normally keep their hair tanned.


According to the photographer, Philippe Bordas, the hunters form a kind of Masonic fraternity, where men are recruited by cooptation, without discrimination of origin or class. They are the village authority, guardians of justice, and family, masters of knowledge, traditional medicine, hunting and magic.
The aim of the hunters in Mali is to combat the corruption and chaos generated by neocolonialism.

During Carnival, the fantasy of Mandinga allows the individual to reinvent for some instants a group identity and to represent the role of a warrior that conquers its territory and is led by a King with which it identifies itself in opposition to the economic political system of the regime colonial.

Fantasies also promote the encounter and confrontation of different social groups through play.
Carnival costumes create a social field of encounter, mediation and social polissemia, because, notwithstanding the differences and incompatibilities of these roles graphically represented by the garments, everyone is here to 'play'. And playing means literally 'putting on earrings', that is, uniting, suspending the boundaries that individualize groups, categories and people. (Da Matta, 1997).

According to Cavalcanti (2011), the carnival "... does not solve conflicts and social inequalities, but it demonstrates a face of collectivities that surpasses these differences".
Da Matta states that play, that is, free behavior, temporarily suspends the "rules of an oppressive hierarchy".

The "boom" of participants in current mandinga groups is a recent feature in the history of this fantasy and reflects on the idea of ​​group identity. The groups of Mandingas represent a neighborhood, a street or "that can function as affirmation or as imposition of an identity" (CUCHE, 1999)

One of the main development problems of the island of São Vicente is the problem of unemployment among young people of working age.

At a party marked by the differentiation of social classes, adherence to the Mandinga fantasy began to involve all social strata.
Traditionally, the four Sundays that precede the carnival are marked by the parade of the groups of Mandingas by the streets of the city, accompanied by the mirones that observe dancing to the sound of the batucada and the music of the Mandingas.
Nowadays, mass membership of the Mandinga fantasy may reveal a need for the Mindelense to protest against the socio-economic problems experienced on the island of São Vicente.

Bibliography

CAVALCANTI, Maria Laura Viveiro de Castro. 2011, The Allegories in Carioca Carnival: spectacular visuality and ritual narrative. Selected texts of popular culture and art, Rio de Janeiro
CUCHE, Denis. Culture and Identity. In: The notion of culture in the social sciences. Pg. 175-202. 1999
DA MATTA, Roberto. 1997 Carnivals, rogues and heroes: Towards a sociology of the Brazilian dilemma. Rocco, Rio de Janeiro:
LEACH, Edmund, 1967 Structural study of myth and totemism, London
RAMOS, Manuel Nascimento, 2003, Mindelo d 'Once, Author edition, Mindelo
RODRIGUES, Moacyr, 2011, The Carnival of Mindelo, Forms of Reinvention of the Party and Society, Mental and material representations of Mindelense culture. Author Edition, Mindelo

Others
Www.Wikipedia.com
 

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