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Condições Climatéricas para a semana (19 Setembro a 26 de Setembro) no Arquipélago de Cabo Verde

Weather Conditions for the week (19 September to 26 September) in the Cape Verde archipelago.

 

Mindelo é uma cidade que se localiza na ilha de São Vicente, é sede do concelho homónimo e é a segunda maior cidade de Cabo Verde. Ocupa uma área total de 67 km² a noroeste da ilha, na Baía do Porto Grande, porto natural formado pela cratera submarina de um vulcão com cerca de 4 km de diâmetro. O Ilhéu dos Pássaros, com 82 metros de altitude e que hospeda um pequeno farol, sinaliza a outra extremidade da cratera.

Esta cidade é geminada com Mafra.

 

O difícil arranque

A falta de recursos naturais e os períodos de seca prolongada adiaram, por séculos, a fixação de povoações permanentes na ilha de São Vicente.

Várias tentativas de povoar São Vicente foram levadas a cabo, com o propósito de aproveitar os campos de pasto para a criação de gado e, principalmente, as potencialidades naturais oferecidas pela baía do Porto Grande. Com efeito, desde sempre que o generoso abrigo oferecido por esta baía foi cobiçado por outros países e frequentemente usado à revelia das autoridades portuguesas que não dispunham de meios suficientes para cuidar de todas as suas possessões. Assim, não poucos piratas e corsários se serviram dele como porto de descanso e de espera para as suas investidas. Em 1624 foi ali que se reuniu a armada holandesa de vinte e quatro velas e 3.300 homens, sob o comando do almirante Jacob Willekens, cujo objectivo era a conquista da Baía de Todos os Santos, no Brasil.

Para evitar que o porto continuasse a ser usado por piratas, em 1781, foram dadas ordens expressas para o rápido povoamento de São Vicente. No entanto, só em 1795 chegariam os primeiros colonos: vinte casais e cinquenta escravos, levados do Fogo pelo recém-nomeado capitão-mor de São Vicente, João Carlos da Fonseca Rosado, homem abastado natural de Tavira. Uma dúzia de barracas e cabanas, erguidas no local onde hoje se localiza a Pracinha da Igreja, constituíam a Aldeia de Nossa Senhora da Luz.

Em 1819, não tendo São Vicente mais de 120 habitantes, o governador António Pusich, apercebendo-se das potencialidades do Porto Grande, leva para lá mais 56 famílias de Santo Antão. Sonhando com a criação de uma cidade, rebaptiza a povoação com o pomposo nome de Leopoldina, em homenagem à imperatriz Maria Leopoldina de Áustria, esposa de D. Pedro IV.

Em 1821 a ilha tinha 295 habitantes, no entanto, a seca extrema que a assolou nos anos subsequentes viria a reduzir a um ínfimo o número de habitantes da ilha. Apesar de todas as dificuldades, as autoridades mantinham-se resolutas a criar uma grande cidade na baía do Porto Grande. Com a ascensão dos liberais ao poder na metrópole, em Setembro de 1835 é nomeado governador Joaquim Pereira Marinho. No ano seguinte, o inglês John Lewis visita a ilha com o objectivo de avaliar as condições do porto para servir de escala aos navios da inglesa Companhia das Índias.

Apesar de contar com apenas 340 habitantes, Marinho defende acerrimamente a ideia de criar uma nova capital para Cabo Verde em torno do Porto Grande. Por decreto ministerial e portaria régia de 11 de Junho de 1838 é autorizada a mudança da capital da Praia para São Vicente.

Há, porém, atrasos a impedir a concretização desse acto político, nomeadamente uma grande resistência dos defensores da continuação da capital na Praia, de modo que a transferência acabará por nunca se concretizar, em parte também por arrefecimento do entusiasmo do próprio governador Marinho.

De todo o modo, em 1838 a companhia inglesa East India estabelecia em São Vicente o primeiro depósito de carvão, ao mesmo tempo que na metrópole o Marquês de Sá da Bandeira decretava que a povoação na baía do Porto Grande adoptasse o nome de Mindelo, em memória do desembarque do exército expedicionário de D. Pedro IV nas praias perto da localidade do Mindelo em Portugal. E para mostrar que, desta vez, não se ia ficar pelas intenções, de Lisboa seguem também os planos da futura urbe.

 

O ciclo do carvão

A carvoeira East India teria uma presença efémera em Mindelo. Porém, em 1850 a Royal Mail Steam Packet inicia a instalação de depósitos de carvão para abastecimento da navegação que ali passa com destino ao Atlântico Sul. Por causa disso, logo se torna necessário dotar a ilha de alfândega própria, e em Março de 1852 o Governo desanexa São Vicente de Santo Antão, constituindo um concelho independente, tanto mais que no ano seguinte a companhia inglesa Visgent Miller instala novo depósito de carvão de pedra. Patent Fuel, Thomas & Miller e MacLoud & Martin são outras empresas carvoeiras em actividade.

Desde Julho de 1851 que ficaram isentos de pagamento de direitos os diversos materiais para edificação de prédios urbanos que ali dessem entrada para esse efeito. Para proteger militarmente Mindelo e o Porto Grande, constrói-se em 1852 o Fortim d'el-Rei, dotado de guarnição militar e sete bocas-de-fogo. Por portaria de 10 de Março de 1857, é abolida a escravatura em São Vicente e, no ano seguinte, em São Nicolau e Santo Antão. No ano seguinte, Mindelo já possuía quatro ruas, quatro travessas, dois largos e 170 habitações, e a sua população estava calculada em 1400 habitantes, sendo elevada à categoria de vila.

Tudo parecia estar a caminhar pelo melhor, com Mindelo aberto ao mundo e ao progresso, quando subitamente, em 1861, a ilha é atingida por um surto de febre amarela que a flagela com tanta violência ao ponto de, por falta de mão-de-obra, praticamente cessar o abastecimento de carvão aos vapores que demandavam o Porto Grande. Crê-se que a febre amarela tenha reduzido a população de Mindelo a metade.

Passada que foi essa crise terrível, Mindelo vai lentamente regressando ao seu anterior ritmo de crescimento e pouco tempo depois, com a ajuda da emigração das ilhas vizinhas, voltava a atingir os seus 1400 habitantes. Em 1862 já se construíra o edifício da alfândega, diversos outros estavam em construção e a vila já tinha uma bonita igreja com a invocação de Nossa Senhora da Luz. Outros progressos iam também acontecendo: a 18 de Março de 1874 seria amarrado na praia da Matiota o primeiro cabo submarino do telégrafo ligando a ilha à Europa e ao Brasil e, com a instalação no Porto Grande dos depósitos da Cory Brothers & C.ª em 1875, Mindelo passa a ser considerado o maior porto carvoeiro no Atlântico médio.

Em 1884 a India Rubber Gutta Percha estende um cabo submarino até à cidade da Praia e, pouco depois, até à África Ocidental e Austral e aos Estados Unidos. Mindelo manteve, assim, uma grande importância nas comunicações telegráficas do Império Britânico. Mais de cem cidadãos britânicos e muitos mais cabo-verdianos trabalhavam na empresa do telégrafo. Com apenas com 9% da população do arquipélago, Mindelo contribuía com um quatro de todos os impostos da colónia.

Antigo brasão da cidade de Mindelo
Nessa época, Mindelo já era uma vila requintada, iluminada por 100 candeeiros de petróleo, e dotada não só de belos edifícios públicos – igreja, palacete do governo, paços do concelho, quartel, alfândega com seu cais, ponte de madeira e caminho-de-ferro, para além de um mercado em construção – mas também de algumas casas particulares onde não faltava o conforto. Já em Janeiro de 1873 o Conselho da Província tinha estabelecido a obrigatoriedade de os habitantes de Mindelo plantarem uma árvore por cada três metros quadrados de terreno de quintal. Assim, em 1879, época em que já tinha 27 ruas, 1 praça – a célebre Praça D. Luís, iluminada por um bonito candelabro –, 5 largos, 11 travessas, 1 beco e 2 pátios, quase todos calcetados, arborizados e iluminados por um total de 120 candeeiros de petróleo e uma população de 3300 habitantes, foi formalmente elevada à dignidade de cidade.

A nível do comércio e dos serviços a cidade estava provida de 1 armazém de venda por grosso da Casa Millers que fornecia não só aos negociantes da terra como também a muitos das ilhas; 3 lojas de fazendas, mercadorias e bebidas, com venda por atacado e a retalho; 11 lojas de fazenda de primeira ordem com venda a retalho; 15 lojas de fazenda de segunda ordem; 108 tabernas; 7 padarias; 2 talhos; 5 casas de comida; 3 hotéis com casa de pasto e 2 botequins com bilhares. O grande problema de São Vicente era realmente a água, na maior parte importada do Tarrafal de Santo Antão, ou feita através de poços, sendo 13 públicos e 22 particulares.

Mas não só em infra-estruturas crescia a cidade. A instrução era também objecto de atenção e funcionavam escolas de instrução primária para o sexo masculino e para o sexo feminino, para além de ensino particular de francês, inglês e escrituração comercial, tendo mesmo os alunos da escola municipal formado uma filarmónica de música marcial. A 10 de Junho de 1880, dia do tricentenário da morte do épico Camões, inaugurou-se a escola de seu nome e também a biblioteca pública com mais de mil volumes, todos adquiridos através de donativos dos munícipes. Nessa data de 1880 foi também lançada a primeira pedra para a construção do hospital da ilha.

Em 1886 chegavam, finalmente, canalizadas até à cidade as águas do Madeiral e do Madeiralzinho, concessão que, cinco anos mais tarde, dá origem à Empresa das Águas da Cidade de Mindelo, com um grande depósito no largo do Madeiral com seis bicas onde se ia abastecer o povo. Para a aguada dos navios, constrói-se uma ponte, paralela à ponte-cais da alfândega, onde atracam as embarcações.

A actividade do Porto Grande viria a alcançar seu ponto mais alto em 1889, ano em que se registrou a entrada de 1.927 navios mercantis de longo curso.

Em 1899 a Revista de Cabo Verde fala na criação de um liceu em São Vicente e, no ano seguinte, os habitantes dirigem um pedido ao ministro da Marinha e do Ultramar para que seja estabelecida na ilha uma escola de instrução secundária e uma outra para o estudo das línguas estrangeiras.

 

O preço do progresso

Bairro pobre da Ribeira Bote, Mindelo, São Vicente, Cabo Verde
Há tendência para ver o período compreendido entre 1850 e 1900, ou até um pouco mais tarde, como uma época áurea e de abundância generalizada na cidade de Mindelo. Porém, a realidade desmente esse mito.

Durante os cerca de 50 anos em que Mindelo vive uma aparência de bem-estar, a população trabalhadora é sujeita a empregos violentos e precários, baixos salários e uma ausência completa de protecção social. Vivendo em habitações que mais não são do que acanhados cubículos infectos e sem o mínimo de condições higiénicas, porque as infra-estruturas de saneamento básico da cidade eram praticamente inexistentes, com os dejectos a serem transportados em latas todos os dias cerca das 9 horas da noite e despejados nas latrinas junto à praia da cidade.

Na verdade, mesmo os viajantes da época que demandavam a cidade confirmam que a população que vivia em torno do cais tinha uma vida modesta, se não mesmo miserável, pelo que são compreensíveis os expedientes de sobrevivência a que recorriam. Os navios que chegavam eram rapidamente rodeados por pequenos botes conduzidos por um magote de remadores que tentavam sobreviver vendendo frutas, doces e curiosidades da terra. Fugindo dos guardas da Alfândega subiam para o convés dos navios, não só para tentar vender os seus produtos como também para comprar cigarros, tabacos e bebidas alcoólicas para serem revendidos em terra.

Mas essa existência miserável não era exclusiva do cais, estendia-se também à cidade que, por sinal, nunca viria a gozar de boa fama nas demais ilhas do arquipélago que a consideravam uma terra de perdição.

O carregamento do carvão, impondo aos trabalhadores a respiração quotidiana de poeiras, revela-se um foco poderoso de tuberculização da classe operária. Por sua vez as promíscuas condições de habitação encarregam-se de expandir a doença pelos bairros pobres da cidade.

Acresce que, como em todas as cidades com elevado movimento de navios nos portos, mas particularmente nesta que sobrevive exclusivamente a partir dele, Mindelo é uma cidade onde a prostituição atinge índices elevados e com ela as doenças venéreas. E a mais grave de todas, a na época mortífera sífilis, acaba por entrar e propagar-se por todo o arquipélago devido às ligações constantes que Mindelo tem com as restantes ilhas.

 

A decadência do Porto Grande

Mindelo e o Porto Grande com o Monte Cara ao fundo, São Vicente, Cabo Verde
A partir dos finais dos anos oitenta do século XIX o Porto Grande começa progressivamente a ser confrontado com um abrandamento da procura externa. Certamente agravado pelas divergências entre Portugal e o Reino Unido no que concerne à partilha da África, mas também muito por causa dos elevados impostos cobrados pelo Governo, deixando Mindelo sem condições para competir com portos rivais como Las Palmas ou Dakar.

Em Abril de 1891 a Câmara Municipal comunica ao Governo que dois mil trabalhadores acabam de ser despedidos pelas companhias carvoeiras, e que a fome começava a ameaçar a cidade. A situação melhora com a retoma de algum movimento de barcos entrados no porto e consequente o emprego, ainda que só para uma parte dos trabalhadores. Porém, a partir dos primeiros anos do século XX, o desemprego passa a ser uma constante no seio de uma classe trabalhadora depauperada, e com ele o espectro da fome e de verdadeiros dramas sociais, como põem a nu romances como Chiquinho de Baltasar Lopes ou Galo Cantou na Baía de Manuel Lopes.

A partir de 1900, com a substituição do carvão por óleo refinado do petróleo como combustível, o importante porto perde grande parte da sua importância estratégica.

Em 1910 dá-se a implantação da República em Portugal, aliás vivamente saudada em Mindelo, porém, são associações de beneméritos do mundo, como por exemplo a associação Amor e Caridade, de Santos, Brasil, que se encarregam de ajudar os famintos trazendo navios carregados de mantimentos vários.

Dois anos depois da implantação da República a situação encontrava-se particularmente agravada. Cerca de 4000 trabalhadores do carvão ocuparam o edifício municipal e a praça da República, exigindo que fossem tomadas providências para minimizar a crise alimentícia que ameaçava a população, por falta de chuva e da insuficiência de trabalho no Porto Grande.

Em 1917, em sessão extraordinária, a Câmara decide dar uma refeição diária aos indivíduos mais necessitados. Mas, em vez de melhorar, a situação em São Vicente tende a agravar-se. Isso porque, apertados pela crise, são muitos os das outras ilhas que para ali se deslocam.

Embora com grande irregularidade, o início dos anos de 1920 conhece algum movimento no porto e em Abril de 1922 a cidade ainda recebeu efusivamente os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral, que, a bordo de um hidroavião, faziam a primeira travessia aérea do Atlântico Sul e tinham escolhido a baía do Porto Grande para fazerem uma amaragem.

Porém, em breve a cidade regressa à tragédia que a consome, com o mal do desemprego conduzindo ao mais desenfreado alcoolismo. De tal forma que em 1924, a pedido de numerosas pessoas de Mindelo, o governador decretou a proibição da entrada de toda e qualquer aguardente em São Vicente, a fim de impedir a destruição completa da população já depauperada pela falta de mantimentos.

 

O regresso da esperança

Barcos de recreio na baía do Porto Grande, Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde

 As condições de vida apenas melhoraram de forma significativa a partir de 1968 com uma maior atenção da metrópole e com as remessas que os emigrantes cabo-verdianos na Europa e nos Estados Unidos enviavam para as suas famílias.

A Revolução dos Cravos em Portugal abriu as portas à descolonização. Ao contrário do que ocorreu noutros territórios de África, Cabo Verde não perdeu quadros com a descolonização. Antes pelo contrário. Muitos engenheiros, professores e técnicos cabo-verdianos regressaram à sua pátria vindos de diversas ex-colónias portuguesas. Regressaram também vários dirigentes do PAIGC com preparação política que tinham lutado, com Amílcar Cabral, contra o colonialismo nas matas da Guiné-Bissau.

Brasão de Mindelo após a independência
Com a independência a cidade ganhou ainda mais protagonismo. Pelo seu porto passam agora grande parte das importações e exportações do jovem país. A cidade continuou a expandir-se atraindo habitantes de outras ilhas, especialmente de Santo Antão e de São Nicolau que, por tradição, erguem as suas residências nas colinas sobranceiras a Mindelo, dilatando mais e mais os limites da cidade. Em consequência, a população não tem parado de subir. Dos 63 mil apurados no censo de 2000, antevia-se uma subida para os 70.207 em 2005 e para os 78.600 em 2010, altura em que 96% dos habitantes da ilha de São Vicente se concentrarão na cidade de Mindelo.

Actualmente, o comércio, os serviços prestados a navegação marítima, a reparação de navios e o abastecimento de combustível continuam a constituir as bases do desenvolvimento económico de São Vicente. O Porto Grande, actualmente remodelado, vem devolver ao arquipélago a sua importância nas rotas marítimas através do Atlântico, facilitando o transporte de cargas através do Oceano, permitindo uma dinâmica articulação com o exterior, favorecendo, deste modo, o desenvolvimento da indústria ligeira na ilha.

Com 30 anos passados deste a independência, Mindelo e a ilha de São Vicente vivem numa democracia estável e ordeira, a economia tem-se expandindo a um ritmo constante, o sistema judicial funciona, a escolaridade universaliza-se, o nível de vida sobe gradualmente, colocando o país nos patamares mais elevados no que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano de todo o continente africano. Perante isso, os mindelenses só podem olhar para o futuro com optimismo e confiança.

 

Mindelo is a city that is located on the island of São Vicente, is the seat of the homonymous municipality and is the second largest city in Cape Verde. It occupies a total area of ​​67 sq km northwest of the island in the Bay of Porto Grande, natural harbor formed by underwater crater of a volcano about 4 km in diameter. The islet of birds, 82 meters high and hosting a small lighthouse, signals the other end of the crater.

This city is twinned with Mafra.

 

The difficult start

The lack of natural resources and prolonged drought delayed for centuries the establishment of permanent settlements on the island of São Vicente.

Several attempts to populate Saint Vincent were carried out, in order to take advantage of the grazing fields for cattle, and especially the natural potential offered by the bay of Porto Grande. Indeed, since whenever the generous shelter offered by this bay was coveted by other countries and often used in absentia of the Portuguese authorities did not have sufficient resources to take care of all their possessions. Thus, not a few pirates and privateers have used it as a haven of rest and waiting for its investees. In 1624 it was there that he met the Dutch fleet of twenty-four candles and 3,300 men under the command of Admiral Jacob Willekens, whose objective was the conquest of the Bay of All Saints in Brazil.

To prevent the port continued to be used by pirates in 1781, orders were given to express the rapid settlement of São Vicente. However, only in 1795 would reach the first settlers: twenty couples and fifty slaves, taken from the fire by the newly appointed Captain General of Saint Vincent, João Carlos da Fonseca Rosado, natural wealthy man of Tavira. A dozen tents and huts, built on the spot where now stands the Pracinha the Church, constituted the Village of Our Lady of Light.

In 1819, having São Vicente more than 120 inhabitants, the governor Antonio Pusich, realizing if the potential of the Porto Grande, leads there 56 more families of Santo Antao. Dreaming of creating a city, rebaptiza the village with the pompous Leopoldina name in honor of the Empress Maria Leopoldina of Austria, wife of D. Pedro IV.

In 1821 the island had 295 inhabitants, however, the extreme drought that hit in subsequent years would reduce to a negligible number of inhabitants of the island. Despite all the difficulties, the authorities had remained resolute to create a large city in the bay of Porto Grande. With the rise of the Liberals to power in the metropolis in September 1835 he was appointed governor Joaquim Pereira Marinho. The following year, the Englishman John Lewis visiting the island in order to assess the conditions of the port to serve as scale to English ships India Company.

Despite having only 340 inhabitants, Marine fiercely defends the idea of ​​creating a new capital to Cape Verde around the Porto Grande. By ministerial decree and royal decree of June 11, 1838 is allowed to change the capital of Praia to Sao Vicente.

However, there are delays to prevent the realization of this political act, such a great resistance of the defenders of continued capital Praia, so that the transfer will ultimately never materialize, partly also by cooling the enthusiasm of own Marinho governor.

In any case, in 1838 the East India British company established in São Vicente the first coal deposit, while in the metropolis the Marquês de Sá da Bandeira decreed that the village in the bay of Porto Grande adopt the name of Mindelo in memory expeditionary army landing D. Pedro IV on the beaches near the Mindelo town in Portugal. And to show that this time was not going to be the intentions of Lisbon also follow the plans of the future metropolis.

 

The coal cycle

The bunker East India would have an ephemeral presence in Mindelo. However, in 1850 the Royal Mail Steam Packet starts the installation of coal deposits to supply the navigation that there goes bound to the South Atlantic. Because of this, it soon becomes necessary to provide the proper customs of the island, and in March 1852 government detaches St. Vincent de Santo Antao, constituting an independent municipality, especially since the following year the British company Visgent Miller install new coal deposit. Patent Fuel, Thomas & Miller and Macloud & Martin are other coaling companies in activity.

Since July 1851 that they have been exempted from payment of duties the various materials for the construction of urban buildings that there would enter for this purpose. To protect militarily Mindelo and Porto Grande, built in 1852 Fortim d'el Rei, endowed with military garrison seven mouths-of-fire. By Order of 10 March 1857, slavery is abolished in Saint Vincent and the following year, in São Nicolau and Santo Antao. The following year, Mindelo already had four streets, four lanes, two wide and 170 accommodation units and its population was estimated in 1400 inhabitants, being elevated to the category of town.

Everything seemed to be heading for the best, with Mindelo open to the world and to progress, when suddenly, in 1861, the island is hit by an outbreak of yellow fever that plagues so violently to the point of, for lack of labor- work virtually ceased coal supply to vapors that required the Grand Harbour. It is believed that yellow fever has reduced the population of Mindelo half.

Last it was this terrible crisis, Mindelo is slowly returning to its previous pace of growth and shortly after, with the help of migration from neighboring islands, returned to achieve its 1400 inhabitants. In 1862 already built the customs building, several others were under construction and the village already had a beautiful church with the invocation of Our Lady of Light Other developments were also taking place: a. March 18, 1874 would be tied at the beach Matiota the first submarine telegraph cable linking the island to Europe and Brazil, and the installation in porto Grande deposits Cory Brothers & C.ª in 1875, Mindelo is now considered the largest coal port in the mid-Atlantic.

In 1884 the India Rubber Gutta Percha extend a submarine cable to the town's beach and, shortly after, to the West and Southern Africa and the United States. Mindelo kept thus a great importance in the telegraphic communications of the British Empire. More than one hundred British citizens and many more Cape Verdeans worked in the telegraph company. With only 9% of the population of the archipelago, Mindelo contributed with four all taxes of the colony.

Old coat of arms of the city of Mindelo
At that time, Mindelo was already a fine village, illuminated by 100 oil lamps, and provided not only beautiful public buildings - church, government palace, town hall, barracks, customs with its pier, wooden bridge and railway, -iron, in addition to a market in construction - but also some private homes where no lack of comfort. In January 1873, the Provincial Council had established the obligation of the inhabitants of Mindelo plant a tree for every three square meters of yard ground. Thus, in 1879, a time that had 27 streets, one square - the famous Plaza Don Luis, lit by a beautiful chandelier - 5 wide, 11 lanes, 1 lane and 2 patios, almost all cobbled, tree-lined and illuminated by a total of 120 oil lamps and a population of 3300 inhabitants, was formally elevated to the city of dignity.

The level of trade and services the city was provided with 1 selling wholesale warehouse of Millers House that provided not only to land dealers as well as many of the islands; 3 stores farms, goods and beverages, with wholesale and retail trade; 11 farm shops first order with retail; 15 farm shops second order; 108 taverns; 7 bakeries; 2 butchers; 5 food houses; 3 hotels with eating house and 2 taverns with billiards. The big problem of São Vicente was really water, mostly imported from Tarrafal de Santo Antao, or done through wells, 13 public and 22 private.

But not only in infrastructure grew the city. Education was also the subject of attention and worked primary education schools for males and females, as well as private teaching French, English and bookkeeping, even though the students of the municipal school formed a martial music band. The June 10, 1880, day of the tercentenary of the death of Camões epic, inaugurated the school of his name and also the public library with over a thousand volumes, all acquired through donations from citizens. That date from 1880 was also released the first stone for the construction of the hospital of the island.

In 1886 came finally channeled to the city the Madeiral waters and Madeiralzinho, award, five years later, gives rise to the Company of Mindelo City Waters, with a large deposit off the Madeiral with six waterspouts where would supply the people. For watery ships, a bridge is built parallel to the customs jetty, where docked vessels.

The activity of the Porto Grande would reach its highest point in 1889, when it registered the entry of 1,927 merchant ships long haul.

In 1899 the Cape Verde Magazine talks on creating a high school in St. Vincent and the following year, the inhabitants address a request to the Minister of Marine and Overseas to be established on the island a school of secondary education and another for study of foreign languages.

 

The price of progress

poor neighborhood of Ribeira Bote, Mindelo, Sao Vicente, Cape Verde
There is a tendency to see the period between 1850 and 1900, or even a little later, as a golden age and widespread abundance in the city of Mindelo. However, the reality belies this myth.

During the nearly 50 years that Mindelo lives a welfare appearance, the working population is subject to violent and insecure jobs, low wages and a complete absence of social protection. Living in dwellings that are no more than poky cubicles infectos and without the minimum hygienic conditions, because the city sanitation infrastructure were virtually nonexistent, with the excreta to be transported in cans every day at about 9 am night and dumped in latrines near the town beach.

In fact, even the travelers of the time demanded that the city confirm that the population living around the pier had a modest life, if not miserable, so they are understandable survival expedients to which resorted. The ships that arrived were quickly surrounded by small boats led by a swarm of rowers trying to survive by selling fruit, pastries and curiosities of the earth. Fleeing the guards Customs rose to the decks of ships, not only to try to sell their products but also to buy cigarettes, tobacco and alcoholic beverages to be resold on the ground.

But this miserable existence was not unique to the pier also extended up to the city, by the way, would never come to enjoy good reputation in the other islands of the archipelago who considered a land of destruction.

The loading of coal by requiring workers to daily breathing dust, proves to be a powerful focus tuberculização the working class. In turn promiscuous housing conditions are in charge of expanding the disease of the poor neighborhoods of the city.

Moreover, as in all cities with high movement of ships in ports, but particularly in this that survives exclusively from it, Mindelo is a city where prostitution reaches high levels and with her venereal disease. And the most serious of all, to the deadly syphilis season gets into and spread throughout the archipelago due to the constant links Mindelo has with the other islands.

 

The decay of Porto Grande

Mindelo and the Grand Harbour with Monte Cara in the background, São Vicente, Cape Verde
From the late eighties of the nineteenth century the Grand Harbour gradually begins to be faced with a slowdown in external demand. Certainly compounded by differences between Portugal and the United Kingdom regarding the sharing of Africa, but also largely because of the high taxes imposed by the Government, leaving Mindelo unable to compete with rival ports like Las Palmas and Dakar.

In April 1891 the city council announced that the Government two thousand workers have just been made redundant by the coaling companies, and hunger began to threaten the city. The situation improved with the resumption of some movement of Docked boats in the harbor and consequent employment, even if only for part of the workers. However, from the early years of the twentieth century, unemployment becomes a constant within an impoverished working class, and with it the specter of hunger and real social dramas, as lay bare novels as Chiquinho by Baltasar Lopes or Galo Cantou in the Bay of Manuel Lopes.

From 1900, with the replacement of coal by oil refined oil as fuel, the major port loses much of its strategic importance.

In 1910 gives the establishment of the Republic in Portugal, moreover strongly welcomed in Mindelo, however, are benefactors associations in the world, such as the association Love and Charity, of Santos, Brazil, who are in charge of helping the hungry bringing ships loaded with various groceries.

Two years after the establishment of the Republic met the situation is particularly aggravated. About 4,000 coal workers occupied the municipal building and the square of the Republic, demanding that steps be taken to minimize the food crisis that threatened the population, lack of rain and the labor shortage in Porto Grande.

In 1917, in an extraordinary session, the House decides to give a daily meal to the needy individuals. But instead of improving, the situation in St. Vincent tends to worsen. This is because tight by the crisis, there are many other islands to move there.

Although with great irregularity, the beginning of the 1920s knows some movement in the port and in April 1922 the city still effusively received aviators Gago Coutinho and Sacadura Cabral, who, aboard a seaplane, were the first air crossing of the South Atlantic and they had chosen the bay of Porto Grande to make a ditching.

But soon the city returns to the tragedy that consumes evil with the unemployment leading to the rampant alcoholism. Such that in 1924, at the request of many people of Mindelo, the governor ordered the ban on the entry of any brandy in São Vicente, in order to prevent the complete destruction of the population already impoverished by the lack of supplies.

 

The return of hope

Pleasure boats in the bay of Porto Grande, Mindelo, Sao Vicente Island, Cape Verde
The living conditions only improved significantly since 1968 with a greater attention of the metropolis and the remittances that Cape Verdean emigrants in Europe and the United States sent to their families.

The Carnation Revolution in Portugal opened the door to decolonization. Contrary to what occurred in other areas of Africa, Cape Verde lost no frames with decolonization. On the contrary. Many engineers, Cape Verdeans teachers and technicians returned to their homeland coming from several former Portuguese colonies. also returned several leaders of the PAIGC with political preparation that had fought with Amílcar Cabral, against colonialism in the forests of Guinea-Bissau.


Coat of Mindelo after independence
With independence the city gained even more prominence. At its port now spend much of the imports and exports of the young country. The city continued to expand by attracting people from other islands, especially St. Anthony and St. Nicholas who traditionally raise their homes in the hills overlooking Mindelo, dilating more and more the city limits. As a result, the population has not stopped increasing. Of the 63,000 recorded in the 2000 census, foresaw was a rise to 70,207 in 2005 and to 78,600 in 2010, when 96% of the inhabitants of the island of São Vicente will be concentrated in the city of Mindelo.

Currently, trade, services to maritime navigation, ship repair and fuel supply continue to form the basis of economic development of St. Vincent. The Porto Grande, now renovated, is returning to the archipelago its importance on routes across the Atlantic, facilitating the transport of cargo across the ocean, allowing a dynamic relationship with the outside, favoring thus the development of light industry on the island .

30 years after this independence, Mindelo and the island of São Vicente live in a stable and orderly democracy, the economy has been expanding at a steady pace, the judicial system works, schooling It is universalized, the standard of living rises gradually , placing the country at the highest levels with regard to the Human Development Index of the entire African continent. In view of this, the Mindelenses can only look to the future with optimism and confidence.

 

 

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